Título batido. Mas não pare por aqui…
Será que a computação nunca chegará em seu estado da arte? Por que buscamos tanto a perfeição e não encontramos sequer uma pista de onde ela se encontra, nos forçando a buscar sempre melhorias? Quando vamos, não parar de crescer mas, utilizar essa imensa gama de tecnologias, paradigmas e implementações visando melhorar a nossa própria vida diária?
Certamente, o profissional de informática já se deparou com algumas dessas perguntas e, de certa forma, não ficou tão feliz, pois essa é a realidade dos clientes que entram nesse negócio. Não ficou tão feliz, pelo fato de que por mais que busquemos o conhecimento por completo dessa área (que parece ser impossível) hoje, a sensação é que amanhã esse conhecimento estará duplicado, e cada dia esse modesto ritmo de duplicação acontecerá.
Especialização e divisão do trabalho. Será que esses termos, trazidos pelo famoso Henry Ford ainda no século XX, estão mesmo ultrapassados nos dias de hoje? E será que assim como naquele magnífico filme Tempos Modernos, em que Charles Chaplin, interpretando seu famoso personagem O Vagabundo, realiza um trabalho repetitivo e cansativo, agüentaríamos programar por 30 anos em uma linguagem chamada Java?
Concordo com você, caro leitor, que gostaria muito de saber tudo sobre informática, pois ai poderia me autodenominar de um profissional completo de informática, sabendo peculiaridades de hardware até, ou mais, do que o modelo de grid computing (em inglês, parece mais universal).
Reflita um pouco sobre o parágrafo anterior. Ainda melhor, acrescente ao parágrafo anterior um tempo para que dominemos todo esse conhecimento. De preferência um tempo curto.
Será que, mais ou menos, uns cinco anos depois de tudo saber, esse profissional completo não ficaria tão desgastado como aquele personagem de Tempos Modernos, já que ao sentar em frente ao seu instrumento de trabalho ele não aprenderia mais nenhuma tecnologia e apenas entender o domínio do problema onde ele aplicaria as ferramentas?
Pois bem, entre ser o ator principal do filme Tempos Modernos e ser um navegador, que não sabe os limites do oceano, prefiro ser o segundo, sem excluir a importância do primeiro, e, ainda sabendo que de nem todas tecnologias saberei, terei a sensação que só serei especializado se essa for a minha vontade.
E, adaptando o verso do Soneto de Fidelidade, do mestre Vinicius de Moraes, que esse desenvolvimento computacional seja infinito enquanto dure…
Autor: Francisco Dantas Nobre Neto
Contribuido por: Rodrigo Cartaxo Marques Duarte
Thiago Fernandes Lins de Medeiros