Os jovens, ao chegarem ao final do ensino médio, se deparam com um dos seus maiores desafios, o vestibular. Boa parte deles presta vestibulares para faculdades de localidades distantes das suas, e isso acarreta a saída da casa de seus pais em busca de um novo lar que seja mais próximo de sua futura instituição de ensino.
A princípio, morar sozinho traz a idéia de liberdade e aventura, mas se o período de estudo não for planejado com cuidado pode acabar se tornando um grande problema. É nesse momento que eles sentem a dificuldade de morar só. Precisam tomar conta da casa, cozinhar, pagar as contas e muitas outras tarefas que antes seriam realizadas pelas figuras paternas e maternas.
Alguns estudantes saem da casa da mãe e do pai com intuito secundário de conquistar aquilo que tantos outros procuram: a independência e liberdade. Os jovens, em sua maioria, sonham com o dia em que vão sair da casa dos pais e se aventurar pelo mundo a fora, viver novas experiências, aprender com a vida e sentir o sabor de morar sozinho. Porém, muitos podem acabar não se adaptando e voltando a morar com sua família se não planejarem da melhor forma possível esse tempo fora de casa. Enquanto a prioridade deveria ser a formação acadêmica, alguns podem confundir liberdade e responsabilidade acarretando perda de foco.
Em ambos os casos, há necessidade de cada jovem, que resolveu morar só, ter um planejamento forte e seguro. Sabemos que em cada mês tem as contas e despesas a se acertar, mas como os novos moradores solitários não costumam saber muito sobre esses pequenos detalhes como, por exemplo, na maioria das vezes pode aparecer imprevisto como comprar um livro ou uma Xerox, inscrição para Congressos e muitas outras coisas, acabam por se meter em problemas financeiros, que em certos casos são seriíssimos, se não houver, de antes, um plano. A solução seria um melhor planejamento, que iria desde economizar dinheiro visando o fim do mês até a noção do que é necessário ou não. Seguindo esse pensamento o jovem não precisaria se preocupar tanto com o dinheiro no final do ano, recorrendo menos ao dinheiro extra dos pais.
É inegável que cada um dos jovens aventureiros deveria tomar um tempo para pensar sobre o que seria a liberdade. Muitos acreditam que liberdade é sinônimo de curtição e carta branca para fazer coisas que antes seriam proibidas por seus pais, mas não param pra pensar que se tais atitudes eram proibidas é porque havia um motivo para isso. O jovem terá que aprender que não haverá, na maioria das vezes, mais ninguém ao seu lado pra dizer o que é certo ou errado, e caberá a ele saber quais caminhos seguir. Aqui entra a liberdade tão desejada por muitos: a opção de escolher entre o certo e errado. Sabendo que no final desses caminhos eles irão se deparar com as conseqüências de suas escolhas.
Apesar de tantas dificuldades e barreiras que ocorrem ao sair da casa dos pais, os jovens têm que ter em mente também que a maioria deles irá aprender lições que ninguém mais poderia ensinar. Vão aprender a se virar sozinhos, a ser mais cuidadosos e responsáveis, terão uma melhor visão do futuro e mais experiência de vida. A saída de casa pode mostrar uma forma de diferenciar aqueles que estão ou não preparados para uma vida independente longe dos pais.