IPv6 – O Futuro da Internet

A internet é um dos maiores meios de comunicação na atualidade. Essa grandiosidade é devida à facilidade e velocidade da transmissão de informação por meio dela. Por ela, conseguimos ter informação em tempo real de, praticamente, todos os locais do mundo. E, a cada dia, essa grande rede cresce mais e mais. Devido a grande difusão da internet, o modelo atual não suportará o crescente número de dispositivos conectados.

Para que um computador, celular ou qualquer outro dispositivo que tenha uma conexão disponível possam se conectar a internet, é necessário ter um endereço IP (Internet Protocol). O IP é o responsável pela comunicação e identificação desses dispositivos. Fazendo uma analogia, o IP é como se fosse um endereço de uma casa. O padrão atual usado, IPv4, pode ter um pouco mais de 4 bilhões de endereços para serem distribuídos. Mas você pode indagar: 4 bilhões é pouco? A resposta é: Sim. As tecnologias convergem para uma interligação. Mais e mais dispositivos como automóveis, celulares, televisões, geladeiras entre outros estão se conectando. Esse crescimento de conexões está se dando cada vez mais rápido e estamos quase chegando ao limite. As previsões dizem que, por volta de 2010 ou 2011, os endereços disponíveis se esgotem.

Para contornar esse problema, foi criado o IPv6. O IPv6 conseguirá suprir a demanda de endereços por um bom tempo. Para ter uma ideia, ele consegue ter cerca de 340 undecilhões (usando a escala curta) ou 340 sextilhões (usando a escala longa) de endereços ou 340 seguido de trinta e seis zeros. Com ele, quase todas as coisas poderão ter um endereço IP como, por exemplo, seu carro, sua moto, seu fogão, seu animal de estimação e até mesmo você. Será que, algum dia, nós seremos identificados por um endereço IP? Como os jovens falam: “grande viagem”. Mas isso é possível, pois, a cada ano, passamos mais tempo conectados.

O IPv6 veio para continuar a expansão da internet e, por isso, ele é importante para o futuro da comunicação. Sua implantação é discutida para se dar o mais rápido possível, por diversos governos e não é por acaso, porque nós vivemos em um mundo conectado e dependente da grande rede.