Energia Nuclear: solução ou problema?

A questão ambiental ganha cada vez mais força e atinge cada vez mais setores. Nunca os governos e as empresas foram tão questionados quanto ao meio-ambiente – ainda que esta pressão não resulte em nada além de conferências inúteis que estipulam metas que não são respeitadas. Mesmo assim, a sociedade civil, à medida que se torna mais consciente, critica diversas facetas do modelo de produção vigente, sendo a produção de energia uma das mais atacadas (o que não é à toa, já que a produção de energia, como é concebida majoritariamente, não é nada “verde”). Nesta conjuntura, surgem soluções energéticas alternativas, como a energia nuclear.

A energia nuclear possui muitas vantagens, entre outras: é eficiente; não contribui para o efeito estufa; as usinas ocupam pouco espaço e a produção de energia independe do clima. Tudo isto parece apontar para a energia nuclear como a solução a ser adotada. No entanto, como já é sabido (Chernobyl que o diga!), os desastres nucleares são bastante perversos. Além disso, o lixo radioativo é um grande problema.

A mais recente vítima da energia nuclear foi o Japão, país já marcado pela força da fissão nuclear. Após um tsunami, causado por um terremoto de magnitude 8.9, os reatores nucleares da usina de Fukushima, a 240km da capital, Tóquio, foram danificados – o sistema de refrigeramento foi  destruído, o que causou explosões –, acarretando liberação de materiais radioativos. O acidente já possui grau máximo na escala INES, uma escala mundial que estipula a gravidade de acidentes nucleares. Além do sofrimento da população, o acidente traz conseqüências econômicas para o Japão: as bolsas nipônicas são acometidas por diversas quedas e os alimentos japoneses são vistos com suspeita.

Até agora a situação em Fukushima não está totalmente controlada, apesar do apoio internacional (inclusive do mesmo EUA de 1945), o que abala a confiança do homem nos métodos atuais de concepção de energia nuclear (protestos anti-nucleares foram desencadeados por toda a Europa e em Tóquio). Talvez tenha chegado o momento de se trocar eficiência por segurança.