Leituras

O grupo PET.Com possui um calendário de leituras, seja de livros, capítulos ou contos, com o objetivo de criar um debate saudável e construtivo sobre diversos temas em nossas reuniões. A seguir uma lista das leituras mais significativas até o presente momento:

A Alegoria da Caverna
Platão

A Alegoria da Caverna é uma narrativa escrita por Platão. Conta a história fictícia de pessoas que passam a vida inteira vivendo dentro de uma caverna, como prisioneiras, isoladas do mundo por um muro, onde só existe uma pequena fresta para o mundo real. Nessa caverna as pessoas não vêem umas às outras, elas permanecem de costas ao muro, com visão apenas para a parede do fundo da caverna, presas por correntes. Na caverna existe uma fogueira, no mundo exterior circulam pessoas carregando coisas que acabam sendo projetados pela fresta e pela fogueira no fundo da caverna. Neste ambiente, de quem está no interior da caverna, toda a realidade é construída sobre as sombras na parede e sons distorcidos, sem que se saiba da existência de um mundo diferente do lado de fora da caverna. Certa vez, um desses homens, descrito por Platão, questionou-se sobre o que poderia haver além daquele ambiente. Dessa forma, esse homem arrumou um jeito de se libertar das correntes a atravessar o muro.

Cartas da Terra
Mark Twain

Coleções de textos em que Twain escreve sobre Deus, a bíblia, a natureza humana e as paradoxais e contraditórias crenças religiosas da raça humana com um humor negro e corrosivo. A criação da Terra e a evolução da humanidade são o tema central das cartas escritas pelo anjo Satã que conta, perplexo, as estranhices desse pequeno planeta azul aos outros anjos.

Deus, um Delírio
Richard Dawkins

O biólogo Richard Dawkins usa seu conceito de memes (idéias que agem como os genes) e o darwinismo para propor explicações à tendência da humanidade de acreditar num ser superior. E desmonta um a um, com base na teoria das probabilidades, os argumentos que defendem a existência de Deus (ou Alá, ou qualquer tipo de ente sobrenatural), dedicando especial atenção ao design inteligente, tentativa criacionista de harmonizar ciência e religião. Em “Deus, um Delírio” o autor mostra como a religião alimenta a guerra, fomenta o fanatismo e doutrina as crianças.

O Delírio de Dawkins
Alister E. Mcgrath e Joanna Mcgrath

Ao discutir os pressupostos de Dawkins, os autores trazem à tona questões fundamentais dos tempos pós-modernos – fé, coexistência de religião e ciência, liberdade de crença, o sentido da vida e a busca de significado – que, a julgar pela repercussão de Deus, um delírio, merecem contundente posicionamento cristão. Alister McGrath (Universidade de Oxford) analisa as conclusões do livro Deus, um delírio e desmantela o argumento de que a ciência deve levar ao ateísmo. McGrath demonstra como Richard Dawkins abandonou sua usual racionalidade para abraçar o amargo e dogmático manifesto do ateísmo fundamentalista.

Misterious Stranger
Mark Twain

Neste livro, Mark Twain nos leva para a Idade Média, numa pequena aldeia adormecida e apartada do mundo, onde surge um “estranho misterioso” que desafia a ordem estabelecida e se mostra capaz de realizar magias e proezas, ler mentes, ver passado e futuro, tornar-se invisível e mudar o destino das pessoas. Encontramos em Misterious Stranger uma idéia que C.G. Jung iria desenvolver: a realidade psicológica é a única que existe. Percebemos aqui a futura visão junguiana de que bem e mal são uma única coisa e estão ambos presentes em Deus, em Satã e na Natureza.

A Última Grande Lição: O Sentido da Vida
Mitch Albom

Cada um de nós teve na juventude uma figura especial que, com paciência, afeto e sabedoria, nos ajudou a descobrir dimensões mais profundas e a escolher nossos caminhos com maior liberdade. Para Mitch Albom, esta pessoa foi Morrie Schwartz, seu professor na universidade. Vinte anos depois, Mitch reencontra Morrie, nos últimos meses da vida de seu velho mestre, acometido de uma doença terminal. Durante quatorze encontros, eles tratam de temas fundamentais para a felicidade e realização humana. É uma lição de esperança sobre o sentido da existência, em que a experiência e reflexão são transmitidas de forma simples e comovente, que transformou a vida do autor e, que ele quis registrar como uma dádiva de Morrie para o mundo.

Livro Humano, Demasiado Humano, Capítulo III – “A Vida Religiosa” – Tópico 111
Friedrich Nietzsche

Em Humano, Demasiado Humano, Friedrich Nietzsche pensa o antropo como aquele que é responsável pela História, a nossa História. Nietzsche pensa nas tarefas escolhidas ou impostas, mas aceitas pelos homens e, na consequência dessas escolhas para cada indivíduo e para a sociedade humana. Para escrever o livro, o autor mergulha na Filosofia e na Epistemologia. Detona as realidades eternas e as verdades absolutas e nos alerta para a inocuidade da metafísica no futuro. Praticamente, podemos perceber Nietzsche escarnecendo da Moral, dessa Moral que iguala todos os homens, e vê isso como algo absurdo. Nietzsche diz: a fera em nós precisa ser enganada, por isso, precisamos da Moral. Mas não é só a Moral a ser pensada nesse livro: o espírito de religiosidade, os escritores modernos e suas palavras, a arte poética, o conceito de civilização…Tudo isso e muito mais pode ser encontrado em Humano, Demasiado Humano. Na verdade, o que Nietzche busca registrar é o conceito de espírito livre , isto é, aquele que pensa de forma diferente do que se espera dele: o homem do futuro.

Livro Ficções, conto “A Biblioteca de Babel”
Jorge Luis Borges

Este conto, essencialmente metafísico, fala de uma realidade em que o mundo é constituido por uma biblioteca infindável, abrigando uma infinidade de livros. O narrador, um dos muitos bibliotecários, supõe que os volumes da biblioteca contêm todas as possibilidades da realidade. Alguns não fazem o menor sentido, ou o fazem numa língua há muito desconhecida. Outros são meras repetições de uma mesma palavra. Busca-se incessantemente alguém que saiba decifrar as mensagens contidas nos misteriosos volumes, que seria o correspondente a um deus. A Biblioteca de Babel pode ser entendida como uma metáfora para a Sociedade da Informação.

The Mythical Man-Month: Essays on Software Engineering
Fred Brooks

Poucos livros sobre gerenciamento de projetos de software foram tão influentes e atemporais como The Mythical Man-Month. Com uma mistura de fatos de engenharia de software e instigantes opiniões, Fred Brooks oferece uma visão para gestão de projetos complexos. Livro escrito baseado em sua experiência como gerente de projeto para a família de computadores IBM System/360 e depois para OS/360. Agora, 20 anos após a publicação inicial de seu livro, Brooks revisou suas idéias originais e acrescentou novos pensamentos e conselhos, tanto para os leitores que já estão familiarizados com seu trabalho e para os novos leitores.

Metafísica do Amor, Metafísica da Morte
Arthur Schopenhauer

A filosofia de Schopenhauer, ao conceber tragicamente a existência, coloca ao mesmo tempo como objetivo o provocar uma espécie de catarse diante dela. Daí se pode denominá-la uma filosofia do consolo, a oscilar entre pessimismo teórico e otimismo prático, o que o leitor poderá averiguar nos dois textos que compõem esta obra.
A morte, um dos fenômenos mais abordados na filosofia existencial, é descrita, como ela é, por Schopenhauer, dentro de sua visão de Vontade de vida como essência de tudo.

What Is Man?
Mark Twain

Publicado por Samuel Clemens como Mark Twain, em 1906, é um diálogo entre um jovem e um homem mais velho. Trata-se de idéias de destino e livre arbítrio, assim como o egoísmo psicológico. O Velho afirma que o ser humano é apenas uma máquina, e nada mais. O jovem insatisfeito com a afirmação, pede para que o velho diga suas razões para a sua posição, tentando sempre ir contra o pensamento pessimista do mesmo.

Criatividade em Propaganda
Roberto Menna Barreto

Com "Criatividade em Propaganda", autor conduz o leitor àquela região ainda meio obscura do ser, onde se processa o ato de criação. O resultado é um jorro de luz que aclara todos os cantos e recantos da mais sedutora (nos dois sentidos) das profissões modernas. Ao virar a última página do livro, o leitor terá adquirido uma intimidade bem-humorada com a Propaganda.

Freakonomics
Steven Levitt 

Nesse fascinante best-seller, os autores estudam a rotina e os enigmas da vida real – da trapaça à criminalidade, dos esportes à criação dos filhos – com conclusões que viram de cabeça para baixo o senso comum, geralmente usando dados aparentemente inofensivos e fazendo perguntas simples nunca feitas. Daí surge o novo campo de estudo apresentado neste livro: Freakonomics. O que liga essas histórias é a crença de que o mundo moderno, aparentemente confuso, complicado e enganoso, não é impenetrável nem indecifrável. Na verdade, quando fazemos as perguntas certas, o mundo é ainda mais interessante do que supomos. É preciso, apenas, uma visão nova. Steven Levitt, por meio de um raciocínio incrivelmente inteligente e objetivo, mostra como é possível ver as coisas de maneira clara nessa barafunda. Os leitores vão tirar deste livro enigmas e histórias para entreter interlocutores em muitas e muitas festas, mas Freakonomics traz mais que isso: ele redefine a maneira como encaramos o mundo.