A descoberta científica pode ser premeditada?

                      Atualmente, ao contrário do que acontecia nas antigas sociedades, os cientistas costumam receber incentivos para realizar seus estudos e melhorar os conhecimentos da humanidade. Em consequência disso, surgiu o questionamento da possibilidade da ciência ser ou não premeditada. Ou seja, será que as descobertas científicas são resultado de uma intenção consciente? Ou será que elas surgem apenas como consequência da sorte, não existindo, portanto relação entre ciência e premeditação?
                      É importante lembrar que a ciência não é sempre correta em seus métodos e conclusões. Ela, na verdade, por ser desenvolvida por humanos,estando sempre suscetíveis ao erro, possui limitações. A ciência, portanto, não é a determinadora final da verdade. Não se deve atribuir a ela concepções de certezas absolutas. Apesar do método cientifico apresentar pressuposições de algumas verdades, ele muitas vezes não pode prová-las.
                      Além disso, a ciência é vista como limitada também pelo fato dela não poder lidar com a moralidade. Isso acontece porque o estudo científico não é capaz de fazer, por si só, julgamentos de valor, visto que, os resultados desses estudos podem ter influência na forma como as pessoas criam suas opiniões, mas são essas pessoas, e não os métodos, que constroem seus próprios juízos de valor. A ciência, dessa forma, não começa, nem encerra a moralidade, muito menos se constitui no “ser tudo e no terminar tudo”.

Podem ser citados alguns exemplos de casos em que a ciência não foi premeditada, como por exemplo as cirurgias. Elas foram se desenvolvendo cada vez mais, porém ainda não tinham sido o suficiente para o cirurgião, pois ele operava sem saber o que encontraria dentro de um ser humano. Sendo assim, começou a busca por cientistas que pudessem fazer uma tecnologia que desse uma visão interna do corpo humano. Então, encontraram um homem que estava apenas interessado em estudar as descargas elétricas no vácuo e ele desenvolveu o que chamamos hoje de radiologia diagnóstica. Outro caso foi um doutor, que mostrou a semelhança entre os sintomas de duas doenças. Como elas eram muito parecidas, ele e outros estudiosos resolveram fazer o experimento em coelhos, elevando seu número de anticorpos. Após a injeção dos anticorpos, foram injetados nos animais órgãos elétricos de enguias, e então, foi confirmada a semelhança entre as doenças, pelo modo como os coelhos se recuperaram.

                      A principal função dos cientistas, dessa forma, é a de realizar pesquisas com a finalidade de alcançar uma compreensão mais clara e complexa a respeito da natureza, incluindo a dimensão física, matemática e social do ambiente ou do objeto empírico analisado.
                      A preparação da mente é muito importante no processo da descoberta científica. Tal preparação requer dedicação e trabalho, levando a conclusão de que, se resulta em uma descoberta, não seria justo considerar esta como consequência da sorte. A sorte é um elemento de grande importância na ciência. Mas não se pode contar só com ela, pois ela priva as pessoas de irem atrás de descobertas importantes. O cientista é um homem que estuda para obter conhecimentos colocando-se no caminho da conquista de um prêmio, ou seja, ele está sempre com vontade de fazer novas descobertas.
                      A descoberta científica não pode ser algo premeditado,pois não consiste em uma descoberta única,mas sim em um conjunto de tentativas que resultam na atual tecnologia que possuímos.